sexta-feira, 29 de abril de 2011

Geografia? É com a Dona Benta!


Responsável: Renato P.
Disciplina: Geografia
Público-alvo: 6º ano – Ensino Fundamental


Atividades:

• Leitura do texto “O nosso sistema solar”, da obra “Serões de Dona Benta” (1960).

• Discussão a partir da crítica do autor em relação ao racismo:

 — O meio de fazermos uma ideia clara do tamanho dos planetas e do Sol — continuou Dona Benta — é representá-los na mesma escala. O Sol, por exemplo, seria figurado por uma bola de metro e meio de diâmetro. A 66 metros de distância colocaríamos um grãozinho de ervilha, representando Mercúrio. A 126 metros poríamos uma jabuticaba das miúdas representando Vênus. — Como, Dona Benta? — veio Emília. A jabuticaba é preta e Vênus era loura. [Uma negra não pode representar uma branca]. Em vez da jabuticaba, eu punha uma bolinha de naftalina...”.

• Ao final, os educandos deverão registrar a aprendizagem por meio de desenhos.


Considerações:

Apesar de trazer informações científicas, o que necessitou adaptação e atualização de algumas informações, o livro “Serões de Dona Benta” (1960), de Monteiro Lobato, proporciona leitura leve e apaixonante. Neste capítulo, dona Benta apresenta a seus netos, Narizinho e Pedrinho, ao visconde e à Emília o sistema solar de maneira criativa e direcionada. O objetivo principal da atividade é favorecer o aprendizado da Geografia, além de proporcionar ao educando uma viagem ao mundo da literatura, através da obra de Monteiro Lobato.


Referência:

LOBATO, M. O nosso sistema solar. In: Serões de Dona Benta. São Paulo: Brasiliense, 1960.


Como aconteceu...


Primeiro, a roda de leitura...












Depois, Dona Benta e a boneca Emília fizeram uma visitinha aos educandos...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Monteiro Lobato e o Dom Quixote das crianças...


Segundo pesquisa da Unesco em 2002, Dom Quixote é o segundo livro mais lido da história, e um dos mais traduzidos. Uma obra torna-se clássica quando é sempre uma referência - apresenta características que permitem adaptá-la a qualquer época, trazendo para o presente o exemplo do que é atemporal. Temas como desejo de justiça, amor, amizade, luta entre loucura e razão estão em Dom Quixote. Afinal, em todas as épocas, não lutamos por nossos ideais? Por isso, a história de alguém que pensa ser cavaleiro, continua viva e revisitada por pintores, filósofos, poetas, dramaturgos, adultos e crianças quatro séculos depois.

terça-feira, 19 de abril de 2011



Dom Quixote, de Cervantes, chega aos 406 anos seduzindo novas gerações de estudiosos e leitores.
Ah, Dom Quixote...
Que estória maravilhosa! Não foi à toa que Monteiro Lobato escreveu o
"D. Quixote das crianças"
As arqui-famosas aventuras de D. Quixote de la Mancha e de seu gordo escudeiro Sancho Pança aparecem aqui contadas por dona Benta, naquele seu modo de contar que é só dela. Emília entusiasma-se com o herói e em certo momento resolve imitá-lo - e armada dum cabo de vassoura, feito lança, investe contra as galinhas do quintal. E tanto faz, que tia Nastácia teve que agarrá-la e prendê-la numa gaiola, como aconteceu com o herói da Mancha na sua loucura...